quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Medo


Um tapinha na cara só para acordar e ver que o mundo não é um conto de fadas.
O problema é, acordar e deixar os sonhos, no mundo dos sonhos.
Eu disse que estava preparada para encarar a vida de frente, 
de lutar contra todos os meus demônios internos,
mas quando olho pra frente, enxergo aquele monstro com mais de cinco metros de altura, 
começo a duvidar de eu mesma e o medo chega, procura um lugar para ficar, se aconchega e em questão de segundos, domina seu espaço. 
Não, não estou preparada para essa luta. 
Não estou preparada para comunicações inexplicáveis, 
Não estou preparada para lutar contra a dor no peito. 
Seu rosto é claro, simples e significante. 
Mas chega a hora de dizer adeus. 
“Não há possibilidade de colocar um fim em algo que nunca começou.
Não há para onde voltar.
Não há braços para se segurar.
Não há fotografias para entrar em fossa” 
Fernanda Evangelista

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