quarta-feira, 13 de junho de 2012

Deitada sob o seu peito acolhedor, levantei minha cabeça bem devagar, seguindo com meus olhos pelo pescoço, passando pela boca, até chegar aos olhos, que por sua vez, estavam fechados.
Respiração profunda.
Adormecera - eu pensei calmamente.
Aquele grande homem, parecia indefeso. Forcei meu corpo pra cima, até a altura de seu rosto, sentindo uma vontade enorme de envolver meus braços por todo o seu corpo e puxar para mais perto, tão perto e tão forte que poderia despertá-lo. Ao pensar isso, eu recuei “A cena era tão linda, que eu não seria capaz de destruí-la”. 
Tentei não me mover, mas eu já não sentia mais controle de minhas ações, quando eu me dei por mim, minha mão direita estava acariciando seu rosto. Senti a força de um imã juntando minha boca de sua face, ao encostar em sua pele com o toque de uma pena, pude sentir o perfume de sua pele, um perfume que causou uma energia tão agradável que me fez alargar os lábios como um sorriso, sem descolar de sua pele.
O roçar dos meus lábios fez com que sua respiração mudasse a intensidade, como quem despertara.
Ao ver seus olhos abrindo, não senti remorso, pelo contrário, senti um alívio enorme em poder finalmente dar um abraço firme e longo. 

Fernanda Evangelista


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