Desde o início eu sabia “É como se fosse impossível” e impossível não se escreve com um traço no “im”, tampouco eu poderia te chamar de meu “esquecendo o hipoteticamente falando” que se perdeu em algum lugar, nessa história sem fim.
Pude viver por algum tempo, um romance, mesmo que sem o amado, eu vivi, pois você estava em meus pensamentos, meus sonhos. Seu nome, eu jogava pra fora com vontade. Era confortante falar com você, mesmo sozinha. Eu vivi nosso romance, meu romance, por pouco tempo, mas foi o suficiente para eu acreditar em amor novamente. Você me estendeu a mão no escuro e disse “pode confiar, eu te protejo”. Eu confiei, eu te abracei, caminhei ao seu lado à cada dia, eu vi luz em meio escuridão.
E por um instante, num mero texto, meu mundo desabou ao chão.
Meu olhar parou, pude sentir em meu coração a fonte fria que bombeava e libertava o sangue congelado por todo o meu corpo, novamente.
Era você, vivendo o seu romance, mas a amada, não era eu.
“Idiota, idiota, como pude pensar que seria eu? Não passou de um olhar. Idiota!”
A famosa frase “eu te avisei” passou inúmeras vezes por minha cabeça.
Minha auto-proteção me defendeu, acalmando a fúria e o vazio que reinava dentro do meu ser. Deixando bem claro para qualquer sentimento que se habilitasse a me entristecer novamente, não teria sucesso, pois esse homem, esse grande homem, havia me tirado das trevas sem mesmo dizer uma palavra diretamente a mim.
Eu estava livre novamente.
Eu estava livre para viver meus romances, mesmo que meu coração ainda grite por seu nome, eu sei que não passa de um “amor platônico”.
Quem diria que um olhar pudesse fazer isso com uma pessoa?
Quem diria que um olhar pudesse fazer isso comigo?
Eu me vejo perdida em meio jogo cruzado, num lado a razão diz que é para eu me libertar, aproveitar a chance que a vida está dando. No outro está o coração, gritando e implorando “Pelo amor de deus, me leve ao show”.

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