quarta-feira, 13 de junho de 2012

Tenha cabelos bem cortados, seja o estilo que for, uma barba levemente mal feita ou bem desenhada, uma boca carnuda, um pescoço que de vontade de morder, braços fortes e de preferência tatuado, seja estiloso, inteligente, saiba fazer café, cozinhar alguma coisa, tenha pegada, seja menino, deite no meu colo pra eu fazer cafuné, me pegue no colo, faça surpresas, me ame, finja que esqueceu do meu aniversário e prepare uma surpresa, brigue, faça uma loucura para me ver, compre flores, seja homem, tenha bom gosto musical, faça uma música para mim ou até mesmo me acorde tocando, seja o genro que mamãe pediu aos céus, se dê bem com meus amigos, jogue vídeo-game, seja dorminhoco, me beije, me abrace mais, se preocupe comigo, me proteja, faça eu sentir saudades, mas não me deixe triste, e no final, simplesmente não exista… porque né? A gente idealiza tanto e tanto, quer isso, quer aquilo, no final das contas a gente só quer dizer “vem, vem você mesmo que gosta de mim e pra viagem por favor”.

Fernanda Evangelista

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