quarta-feira, 13 de junho de 2012

Irônico


“Talvez o que me compete seja justamente diagnosticar a completa inexistência do romance, ou constatar que trata-se de um bobo conceito hipotético. Uma ideia que nos inspira, que nos motiva, que nos estufa o peito através de um brusco sopro do mais puro nada. Uma isca que nós, mesmo após fisgados sucessivas vezes, seguimos mordendo, constantemente e com convicção. E eu mordi mil vezes e vou morder outras duas mil, justamente por acreditar na ínfima chance de – somente por uma vez – aquilo tudo não ser uma mentira”.
Lucas Silveira
O que me fez analisar um fato.
Como é que pode um ser humano que nunca amou, sentir a necessidade de amar e ser amado?
Como podemos sentir falta daquilo que nunca foi nosso?
Irônico, não?
Não sei exatamente se é certo ou errado, mas é a única explicação que eu encontrei para essa “merda toda”.
Hipoteticamente falando, nosso espírito reencarnaram nesses corpos que hoje chamamos de nossos, então significa que trouxemos conosco, não lembranças, pois eu especificamente não tenho lembranças de vidas passadas, mas sim, uma espécie de sentimento vago, como se faltasse uma parte de nós, como se já tivéssemos encontrado aquela outra parte que nos completa. 
Sinceramente, a vida não pode ser tão irônica assim, tem de haver uma explicação.
Fernanda Evangelista
Se por acaso, vocês saberem uma explicação mais cabível, por favor, não deixe de dizer, pois eu estou até imaginando coisas. 

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