quarta-feira, 13 de junho de 2012

Essa página em branco é um tormento, 
em minha cabeça não existe palavra alguma. 
Demônio em forma de nada.
Eu já perdi as contas de quando cigarros foram queimados. 
A janela está aberta e eu não sinto mais os pés, 
congelados como um floco de gelo. 
O som no meu ouvido aquece meu coração, mas não me traz inspiração. 
Eu só necessito de um mero “sonho”. 
Eu preciso desvendar esse mapa branco, sem traços nem forma.
Sem roteiro.
Talvez se eu cortar os pulsos, posso enxergar essa incógnita.
Fernanda Evangelista  


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