quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pobre Alexia, traumatizada e coração partido, segue sua vida, buscando paz interior. 
No decorrer da luta, vários homens passam por sua vida, querendo tirar uma lasquinha, mas por motivos óbvios em sua visão, ela soube esquivar do que te faria mal. 
“Tirei meu coração e o coloquei no bolso”
 Com raiva dos homens, a pequena seguiu sua vida, driblando cada pessoa que aparecia para tentar tirar o que ela tinha de melhor. 
Quando de repente, um homem em especial, tirou seu coração do bolso e o segurou com força. 
Ela sentia a mão daquele homem em seu coração. 
Seu coração ficava apertado e batia, batia com muita força, força da qual ela não se recordava ha um tempo. 
Ela sabia como agir, sabia como fugir, mas aquele homem tinha seu coração nas mãos. 
Perdida, ela correu, para bem longe, na esperança de com a distancia, pude não sentir seu coração.
Distante e sem fôlego, ela se sentou aperto das árvores, para retomar  suas energias e esperou por alguns minutos, ao pensar no rosto do ladrão, ela balançava a cabeça, tentando se desfocar e pairava o olhar no rio, até sentir sua respiração mais tranquila, mas alguma coisa estava errada, faltava uma parte dentro dela. 
Ao fechar os olhos e sentir novamente seu coração apertado, ela abriu os olhos, como se isso a ajudasse a se livrar daquela sensação de vazio e, em sua frente, ela pode ver uma mão envolvendo seu coração. 
“Droga” ela pensou. 
- Sou aquele por quem você esperou tanto tempo - o indivíduo disse baixinho, com a boca perto do coração, tão perto que ela pode sentir o hálito fresco batendo nele, conforme as palavras saíam de sua boca. 
Ela se deixou levar, o abraçou com força, sentindo-se protegida e acolhida. 
- Não se vá, é uma armadilha.
- Você vai se enganar.
- Ele vai te enganar. 
Mesmo ouvindo umas vozes ao fundo, ela se doava mais, com a esperança de que teria uma história. 
Ele envolveu uma mão em suas costas e a levou para um mundo do qual ela não conhecia. 
Um mundo mágico, um mundo onde ela podia encostar nas nuvens. 
Um lindo mundo.
A cada frase bonita, Alexia se lembrava daquelas vozes que a alertavam, mas tentava não ouvir e o abraçava, mostrando que elas estavam erradas. 
Até o dia em que pode cair em si e ver que estava em mais um jogo. 
O jogo do rato, onde ela era a isca. 
Ela o olhou e buscava entender, se era mesmo tudo mentira. 
Até que ele deu a resposta que ela temia. 
- Corra, para bem longe - ela o ouviu dizer. 
Alexia correu furiosa, acabada e triste. 
Tomou uma dose de veneno mortal para o coração e aguardou a morte, com os olhos fechados. 
Ao abrir os olhos, percebeu que ainda estava viva.
“O que deu errado?” ela pensou.
E se deu conta de que não tinha um coração, pois seu coração estava ao poder do ladrão. 
Fernanda Evangelista


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