Eu sabia que esse seria meu ponto fraco, mas eu já estava atordoada, eu já não o desejava boa noite em pensamentos antes de dormir, eu já não mandava boas vibrações quando pensava em ti.
A verbena saiu da minha corrente sanguínea a partir do momento em que o vi, lá, distante, em cima do palco e uma grande culpa começou a tomar conta do meu consciente “como poderia eu, ter esquecido desse olhar”, um olhar que não se direcionava a mim, mas era o olhar que eu desejei esperançosa durante toda a apresentação. Por um momento, todas as outras pessoas já não estavam mais ali, o foco de luz em cima, clareando totalmente minha visão, era apenas eu e você.
Se o meu lar for onde houver tua respiração
Vou morar na tua voz, ao menos, até o final dessa canção
No teu coração
Ah, será que você vai lembrar?
Onde é que você vai guardar o rascunho dessa história?
Ou vai fazer fogueira pra queimar
E ver que não dá pra fechar
A biblioteca da memória
Você já me conheceu o bastante pra saber
Se eu sou ou não bom o bastante pra você
Quando acordar, e o meu nome sussurrar…
Eu posso te ouvir
“E eu sinto como se nós não estivéssemos a sós”.
Foi o suficiente para eu voltar a realidade, pude sentir as pessoas em volta.
Houve momentos em que eu me emocionei, quando sentia sua emoção em determinadas notas.
Houve momentos em que pude lembrar de ocasiões que suas músicas me deram inspirações.
E principalmente houve um momento em que eu quis fugir, pois sabia que você nunca seria meu. E eu fugi, fui embora sem um adeus, sem olhar pra trás, mesmo sabendo que iria sentir falta de ouvir o restante das canções.
Fernanda Evangelista

Nenhum comentário:
Postar um comentário